sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Combatendo o bom combate e permanecendo na fé!


Não quero aqui fazer apologia aos movimentos de 64.  O que eu vivi antes, durante e estou vivendo o depois daqueles horrorosos tempos em que a a tortura, a censura, terrorismo emocional, etc, etc, etc… não posso deixar de  relembrar e gostaria de evitar que a tragédia se repetisse. Mas, a minha revolta é maior, quando vejo qualificar de terrorista, sequestrador, assaltante, guerrilheiro, bandido, etc, quem combateu uma ditadura cruel como a que infelicitou o Brasil durante 21 anos. Só podem ser qualificados como ingênuos, mal informados ou iludidos. Esta visão do mundo, autoritária, cruel, egoísta, intolerante, racista, doente, enfim, é lamentável. Ser de direita é uma opção ideológica. Não gosto, mas compreendo e respeito. Agora, fazer o que estão fazendo, a culpa que estão gerando em cima da presidente e do referido partido, pra mim, é demais. Preciso transcrever, aqui, alguma coisa, o que eu penso... Não dá pra segurar!  Não sou petista nem nunca tive filiação partidária, a não ser seguir, (repito, sem filiação) o PMDB nos seus bons tempos (tempos onde e quando a Dona Élia me ensinou a gostar da política e, ela sim, seguidora do PMDB do Ulisses, Simon e tantos outros) e trabalhar com o Requião, fazendo parte dos seus governos. Mas tenho profunda gratidão pelo que eles fizeram pela nossa terra e nossa gente o Lula e Dilma. Não deixar faltar a comida no prato, em português bem claro (que se faz necessário para quem nunca passou por algo sequer parecido), porque como sabemos desde sempre a fome não espera. Não espera melhoria de sistema ou de gestão. Simplesmente, não espera. Os comentários decepcionantes e lamentáveis me irritam profundamente. Existem três concepções de sociedade: a dos ricos, a dos pobres, (o povo, que é de boa índole, que quer trabalho, pão, moradia e liberdade, para poder crescer e ser feliz), e a dos que estão no meio, e na qual nos encaixamos. Nesta do meio temos: os que tem visão humanista do mundo e das sociedades humanas e os sem visão ideológica que se acham prejudicados por algum motivo.  São os piores. Domingo esse martírio termina. Ufa! Mas a luta tem que continuar. Porque essa gente sem pátria, sem bandeira, sem coração e sem respeito pelo povo simples (a maioria) da nossa terra, tem que ser combatida porque eles sim são perigosos e uma permanente ameaça à liberdade, à democracia e a paz social... Aplausos para o Marcelo Fonseca, pela sua inteligência, pela sua coerência histórica! Sempre combatendo o bom combate!




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Simplesmente Mãe!





A elegância, como traço natural distintivo da delicadeza da alma, a que vem do interior, devia ser própria do ser humano, principalmente da mulher. E aqui estou para falar de uma mulher verdadeiramente elegante, minha mãe, que hoje completaria 85 anos. A elegância não se limita às vestes. É, antes de tudo, um jeito característico de portar-se e de falar. O porte dela dizia tudo: altivo, mas não prepotente; humilde, mas não subserviente; nobre, mas não afetado – assim era a Dona Élia. Uma mulher adorável que sabia até como cruzar as pernas graciosamente. O próprio modo como segurava o cigarro era característico, sem a vulgaridade tão comum em muitos que fumam, sem artificialidade. Colares e brincos, de esmeralda ou safira, joias pesadas, nela indicavam leveza. Possuía uma força de alma inquebrantável, e o olhar era significativo, expressivo, mas ao mesmo tempo, singelo e altivo. Havia toda uma seriedade em sua fisionomia que se destacava em relação aos sorrisos fáceis de hoje em dia. Não que ela não sorrisse, mas sabia quando sorrir. O mundo de hoje anseia por mulheres como ela. Quisera eu, que um dia, meus filhos pudessem dizer a meu respeito, um terço do que eu aqui estou dizendo, mas, foi o que eu vi, admirei e lembro da avó de vocês, minha mãe. Ela, com todas as limitações que lhe impunham a época e as condições, sejam na área cultural, acadêmica ou social, foi uma  mulher elegante, uma grande Dama!


domingo, 24 de agosto de 2014

50 Anos!

"Quando se vê já são seis horas. Quando se vê já é sexta-feira. Quando se vê já é Natal. Quando se vê já terminou o ano. Quando se vê não sabemos por onde andam nossos amigos. Quando se vê já se passaram cinquenta anos..." (Mário Quintana)
Aos 50 anos tudo é diferente. A vida tem outros sabores, cores e texturas. Já não se tem algumas inseguranças. Pode-se até ser um pouco criança com menos risco de ser ridículo. Hoje, cinquentão, ainda pode ser um menino atrevido, faceiro. Brincar na rua com os filhos, buscar a lua, contar estrelas, falar besteiras, mergulhar no mar dos seus desejos. Ter seus momentos de solidão apesar de ter criado laços de grandes e duradouras amizades. Se equilibrar na corda bamba e encarar desafios. Fazer exercícios – flexões, mas preferir exercitar a mente - reflexões. Apreciar um bom vinho tinto, com a mulher amada. Sonhar com o amanhã. Gostar de um vento bem humorado, acariciando seu rosto e do cheiro das manhãs. Ter poucas vaidades, algumas manhas e saudades. Sonhar acordado. Apreciar o mar. Amar o abraço apertado dos filhos. Sentir-se como um pássaro, voando em um mundo colorido de possibilidades...
Parabéns Jocemar! Aproveite o seu dia! Seja feliz, sempre!


sábado, 23 de agosto de 2014

Gleichgewicht in der Welt!

O Criador povoou este planeta com diferentes raças para que houvesse equilíbrio no mundo. Preservar a identidade étnica e cultural não significa desrespeitar outras etnias e raças. A construção do ser humano perpassa diversas dimensões, entre elas a escola, que no meu entender é parte fundamental na vida dos indivíduos. Será que o modelo de escola da Alemanha é o ideal para receber pessoas de todas as idades, raças, religiões, memórias, saberes e origens, sem privilegiar padrões culturais? Um lugar capaz de acolher a todos com equidade, como mostra esta belíssima foto? Seria outro belo exemplo da Alemanha? Com a palavra a Juliana, Sven e meus amados netos...


Einschulung! Primeiro dia de aula da Luana!